Diretor da F1 explica porque não relatou possível manobra ilegal de Hamilton em Ímola

Um erro pouco comum do heptacampeão Lewis Hamilton no conturbado GP da Emília-Romanha do último domingo (18), foi determinante para que o piloto britânico da Mercedes ficasse fora da disputa pela vitória no circuito de Ímola.

Na volta 31, enquanto Hamilton perseguia o líder Max Verstappen, da Red Bull, o piloto da Mercedes escorregou no asfalto úmido à altura da curva Tosa, perdeu o controle, escapou na brita e bateu na barreira de proteção.

Mesmo não sendo tão forte, o impacto foi suficiente para danificar a asa dianteira do carro.

O que parecia ser o fim da corrida para o britânico, não se confirmou. Lewis Hamilton conseguiu engatar marcha ré e voltou para a pista com a peça do seu F1 toda avariada.

A manobra realizada por Hamilton levantou dúvida sobre sua legitimidade, que não é mencionada como proibida no regulamento da categoria, que restringe, apenas, a utilização da marcha ré nas áreas de pit-lane.

Michael Masi, diretor de prova da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a F1, explicou o incidente e os motivos que o impediram de reportar a ação do heptacampeão aos fiscais, evitando, assim, investigação e uma eventual punição ao heptacampeão mundial.

“Creio eu, olhando para o incidente no momento, voltar de ré da área de brita para a pista, e ao ouvir as conversas de rádio entre o Lewis e a equipe, eles estavam constantemente informando o piloto durante todo o caminho. Então, nesta circunstância particular, digo novamente, eu não consideraria reportar isso para os fiscais de prova”, disse o australiano em entrevista coletiva horas depois em Ímola.

“Cada caso é um caso, mas para ter uma visão completa é preciso analisar todas as circunstâncias que englobam o fato”, concluiu Masi.

A próxima etapa da F1 acontece dia 2 de maio, com o GP de Portimão, em Portugal.
Foto: XPB Images

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