Capitão da PM é multado por caminhar sem máscara no calçadão de Santos

Na manhã da última sexta-feira (16), um capitão da Polícia Militar foi multado em R$ 300 após se recusar a usar máscara, enquanto caminhava pelo calçadão da praia de Santos, no litoral de São Paulo.
Agentes da GCM (Guarda Civil Municipal), de Santos, abordaram o capitão durante uma blitz, e a PM também foi acionada para apoiar a ação, já que o militar se recusava a passar seus dados para a confecção da multa.
De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), a blitz foi realizada na Praça das Bandeiras, no bairro Gonzaga, por volta, na ultima sexta-feira (16).
O policial caminhava no calçadão sem utilizar máscara e não tinha nenhuma com ele. Segundo a Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada Santista, o capitão teria ofendido os guardas que o abordaram, e se recusou a passar os dados pessoais para elaboração da multa. Ele só teria se identificado após a chegada de uma viatura da Polícia Militar no local.
O desfecho da situação se deu com a aplicação efetiva da multados R$ 300 ao capitão da PM.
A Prefeitura de Santos informou que a autuação só é aplicada quando o morador ou turista não tem a máscara consigo, ou se recusa a usá-la.
A Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada Santista lamentou a postura do capitão, que também é um agente de segurança pública. “É lamentável esse tipo de postura de um capitão da Polícia Militar em descumprir a legislação, e ainda desrespeitar a autoridade de um guarda civil municipal no seu estrito cumprimento do dever legal”, diz a nota emitida pela associação.
Questionada, a Polícia Militar, por meio de nota,  esclareceu que, conforme determina a legislação estadual e municipal, o policial militar envolvido na ocorrência foi autuado pela GCM de Santos. A PM informou, ainda, que os policiais fizeram um boletim de ocorrência de natureza ‘apoio a outros órgãos’ para posterior apuração dos fatos.
A Polícia Militar destacou que determina a todos os policiais militares que cumpram as medidas sanitárias impostas pelos órgãos de saúde quando em serviço. Orienta, também, que tais cuidados sejam executados nos horários de folga. No caso específico, a PM prestou apoio para que a Guarda Municipal de Santos cumprisse sua obrigação.

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