SP dobra número de vacinados contra febre amarela em um ano

Cerca de 7 milhões de paulistas foram vacinados em 2017 com as estratégias de intensificação da vacinação, quase o mesmo número registrado no período entre 2007 e 2016

Balanço inédito da Secretaria de Estado da Saúde mostra que em 2017 o número de pessoas imunizadas contra a febre amarela praticamente dobrou no Estado de São Paulo, em relação à década anterior.

Somente no ano passado foram vacinados cerca de 7 milhões de paulistas, contra 7,6 milhões no período entre 2007 e 2016.

As 7 milhões de pessoas vacinadas em 2017 receberam doses a partir de estratégias de prevenção específicas definidas pela pasta, em conjunto com municípios, a partir do monitoramento de mosquitos, macacos e casos humanos para coibir a transmissão do vírus.

Por meio das ações de Vigilância Epidemiológica, 70 cidades paulistas passaram a ter recomendação da vacinação, nos últimos dois anos. Anteriormente, 445 municípios já estavam previamente definidos pela estratégia convencional de vacinação.

As últimas ampliações regionalizadas, desenvolvidas no segundo semestre do ano passado, contemplaram cidades do Alto Tietê, da região de Osasco e bairros as zonas Norte, Leste e Sul da capital.

O avanço para essas localidades considerou o percurso do vírus pelos corredores ecológicos, que balizou a antecipação da vacinação em municípios como Jundiaí, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Caieiras, São Roque, Cotia, Vargem Grande Paulista, Itapecerica da Serra, Igaratá.

Convencionalmente, a vacina era indicada para áreas com recomendação previamente definidas, nas quais a cobertura vacinal é de aproximadamente 80%, nos últimos dez anos.

O esquema vacinal para a dose integral é composto por dose única, válida por toda a vida, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a dose fracionada, haverá um selo especial nas carteiras de vacinação.

Casos em humanos e epizotias (macacos)

 De janeiro de 2017 até o momento, houve 29 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado de São Paulo.

Treze deles evoluíram para óbitos, cujos locais de infecção foram os municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Os demais casos autóctones, sem óbitos, têm como locais de infecção os municípios de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

Em relação às epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros), ocorreram 2.491, entre julho de 2016 até o momento, com a confirmação de positividade em 617 animais por meio de análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz, sendo 61,5% deles na região de Campinas.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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