Presidente Jair Bolsonaro discursa na cúpula do clima e é criticado por especialistas do setor ambiental

Nesta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro discursou na Cúpula de Líderes sobre o Clima.

O presidente prometeu adotar medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e pediu “justa remuneração” por serviços ambientais prestados pelo Brasil.

Especialistas ressaltaram que presidente discursou sobre metas climáticas já estabelecidas anteriormente pelo Brasil e fez promessas importantes, porém:

Prometeu dobrar investimento em fiscalização, mas destinou o menor recurso dos últimos 21 anos ao Ministério do Meio Ambiente.

Os especialistas garantem que Bolsonaro informou dados errados sobre preservação da Amazônia e emissões de gases de efeito estufa.

O discurso de hoje diverge com as promessas feitas na ONU no final de 2020 e o presidente não apresentou ação concreta para alcançar o desmatamento ilegal.

O coordenador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão, destaca a promessa de Bolsonaro de dobrar os recursos para ações de fiscalização ambiental, mas lembra que R$2,9 bilhões – valor que deveria ser usado para este fim – seguem paralisados no Fundo Amazônia desde janeiro de 2019.

“Importante Bolsonaro ter indicado mais recurso para ações de fiscalização. Mas hoje o Fundo Amazônia ainda tem dezenas de milhões de recursos que estão prontos para uso, inclusive para a Força Nacional”, disse Rajão

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