OUTUBRO ROSA: A relação entre anticoncepcional e câncer de mama e a reconstrução mamária

Segundo uma pesquisa recente feita na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mulheres que usam o método contraceptivo há mais de cinco anos apresentam mais chances de desenvolverem câncer de mama.  A médica ginecologista e obstetra Dra Ana Carolina Lúcio Pereira de São José dos Campos-SP explica o porquê.

O estudo avaliou cerca de 1,8 milhão de mulheres entre 15 e 49 anos de idade, e a conclusão foi que as voluntárias que usavam pílula tinham chance 20% maior de desenvolver a doença quando comparadas a mulheres que não tomavam os comprimidos – embora o risco tenha aumentado também com a idade e variado de acordo com a formulação dos remédios. De acordo com a análise, o risco foi maior em quem usava o anticoncepcional há mais de dez anos e estava acima dos 40. Além do remédio, o dispositivo intrauterino (DIU) com progesterona também foi vinculado a riscos.

“Como os próprios autores do estudo reforçam, a ameaça ligada aos métodos contraceptivos citados é pequena. Por isso, não há motivo para pânico – vale apenas avaliar se no seu caso, a pílula traz mais riscos do que benefícios”, alerta a médica.

O uso de qualquer tipo de anticoncepcional hormonal (incluindo o DIU de progesterona) se associou a 1,3 novos casos de câncer de mama para cada 10.000 mulheres ao ano, uma parcela pequena. Por isso que a orientação é que as mulheres não interrompam o uso dos anticoncepcionais, mas que conversem com seus médicos e avaliem os riscos.
Mais fatores de risco para a doença:

Hereditariedade: De 5 a 10% dos casos de câncer de mama estão ligados a questões hereditárias e a origem está relacionada à presença de mutações em determinados genes transmitidos na família.

Sedentarismo: essa é uma ameaça comprovada à saúde das mamas. Por isso que a realização de três a quatro horas de exercícios físicos podem reduzir em 30% a 40% o risco do tumor em mulheres sedentárias.

Dieta: aquelas que abusam das dietas ricas em gorduras saturadas, pobre em fibras e vegetais, além do consumo abusivo de bebida alcoólica também estão relacionados a um aumento da incidência do tumor maligno da mama.

Por outro lado, uma alimentação como a mediterrânea, abundante em frutas, verduras, leguminosas, oleaginosas e peixes está associada a uma redução do risco.

Outros fatores:

Menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos)

Menopausa tardia (após os 55 anos)

Primeira gravidez depois dos 30 anos

 

A reconstrução mamária em casos de câncer de mama

A cirurgia plástica de reconstrução das mamas não é apenas uma questão estética, é a devolução da autoestima e até a comemoração de uma batalha vencida. O cirurgião plástico da capital paulista Dr. Francisco Alionis Neto fala que esse tipo de cirurgia feita em casos de câncer de mama significa devolver à mulher seu maior símbolo de feminilidade. E para muitas, é o que ajuda a evoluir no tratamento. “Existem casos em que a plástica pode ser feita na fase inicial do tratamento ou junto com a retirada do tumor – o que vai incentivar ainda mais a mulher durante o tratamento“, explica. Dr. Francisco ainda fala que nem sempre há necessidade das próteses de silicone. “A reconstrução pode ser feita sem a necessidade do silicone, mesmo quando há a retirada da mama toda. Fazemos um reposicionamento dos tecidos mamários, das gorduras do próprio corpo, da pele e dos músculos de outras regiões corporais“.

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