O Lar das Crianças Peculiares | Crítica – Anderson Montezzo

Assim como o próprio Tim Burton disse sobre o livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, vocês têm certeza de que não foi ele quem escreveu essa história? Personagens estranhos em uma jornada fantasiosa e sombria, mais Tim Burton impossível.

Jane Goldman foi a responsável pela adaptação dessa história para o cinema, uma especialista em adaptações de livros e quadrinhos como Kingsman: Serviço Secreto, Kick-Ass: Quebrando Tudo e dois filmes da saga X-Men. O filme conta a história de Jake (Asa Butterfield), um garoto muito apegado a seu avô Abraham (Terrence Stamp), um contador de histórias que morre estranhamente na floresta, porém antes de morrer, pede a seu neto que vá até uma ilha galesa onde ele encontraria o orfanato de crianças peculiares que seu avô tanto falava em seus contos de ninar. Jake parte para a ilha com seu pai Franklin (Chris O’Dowd), e encontra o orfanato da Srta. Peregrine (Eva Green), que lhe conta toda a história por trás desses seres místicos, que Jake deverá ajudar a defender contra um grupo de peculiares malvados, liderados por Barron (Samuel L. Jackson), que buscam a vida eterna.

Apesar do grande sucesso do livro de Ransom Riggs, a versão cinematográfica de Tim Burton, deixa a desejar. A história se assemelha muito a uma versão infantil de X-Men, com uma mitologia muito parecida a de As Crônicas de Nárnia, crianças que passam por algum tipo de portal para um mundo fantasioso, em que elas estão quase que destinadas a ajudar essas criaturas místicas contra alguma ameaça, porém é uma história infantil um pouco mais sombria como Desventuras em Série. Mesmo assim, não podemos tirar o crédito da direção de arte desse filme, que igualmente a outras obras de Tim Burton, é impecável, seja em figurino, maquiagem ou cenografia.

O elenco é recheado de estrelas de Hollywood, que mesmo com atuações boas, não são o suficiente para segurar a história medíocre do filme, que é repleta de clichês, e não consegue encontrar um tom, que varia da comédia para o dark.

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