Número de pessoas com fome chega a 19 milhões e insegurança alimentar dispara no Brasil

Dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), apontam avanço da fome no Brasil nos últimos anos e sobretudo neste último ano da pandemia da Covid-19.
De acordo com o documento, agora, são 117 milhões de brasileiros que não se alimentam como deveriam, mais da metade da população do país. 
Os dados mostram que o problema cresceu sobretudo a partir de 2018.
O Brasil que sempre conviveu com esse gravíssimo e vergonhoso problema por décadas, chegou a ter uma redução expressiva da situação da fome, com programas específicos, aumento do salário mínimo e políticas sociais, mas segundo os dados do “inquérito”, o quadro da fome voltou a crescer e se expandir pelo Brasil.
Além dos 117 milhões de cidadãos que não tem garantia de acesso à alimentação adequada, há ainda 19,1 milhões de brasileiros que efetivamente passam fome, em um quadro de insegurança alimentar gravíssimo.
De acordo com a pesquisa, que formou o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, mais da metade da população brasileira está em situação de insegurança alimentar, nos graus, leve, moderada ou grave. Dessa forma, o total passou de 36,7% dos domicílios, em 2018, para 55,2% dos domicílios brasileiros em situação de insegurança alimentar  no final do ano passado.
A pandemia da Covid-19, com seus desdobramentos, como a falência de estabelecimentos comerciais e empresas, que geraram demissões em massa e consequentemente aumento exponencial do desemprego, além da crise econômica geral causada pela pandemia só agravaram o problema da fome, e ainda não tem previsão para uma efetiva e real melhora desse cenário no Brasil.
Há a necessidade da união dos poderes públicos, nas esferas municipal, estadual e federal, com a adoção de políticas públicas efetivas de fomento à criação de novos empregos e renda, além do auxílio as empresas e comerciantes locais, com a promoção do aquecimento da economia, e ainda de auxílio direto e urgente a essa população que passa fome e está em situação de insegurança alimentar, até que eles possam através das ações dos governos, poderem voltar ao mercado de trabalho ou desenvolver atividades profissionais autônomas, e assim conseguir prover adequadamente o seu sustento e de suas famílias, consequentemente afastando o Brasil novamente do famigerado mapa da fome.

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