Na Semana Mundial de Aleitamento Materno, conheça funcionárias que têm redução na carga horária para amamentar

A CPTM concede o benefício até o bebê completar um ano

Um dos vínculos mais fortes é entre mãe e filho. A relação de amor construída durante a gestação se perpetua após o nascimento e durante a amamentação.  Mas, e quando a licença-maternidade acaba e a mamãe tem que se afastar do filho por horas?

Pensando na adaptação da funcionária e nos benefícios oferecidos ao bebê durante a amamentação, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) oferece às empregadas um benefício, estabelecido em Acordo Coletivo, que reduz a carga horária das mães que amamentam em duas horas por dia até os bebês completarem o primeiro ano de vida.

O aleitamento materno é um dos responsáveis pela diminuição de 80% dos casos de mortalidade de crianças com até cinco anos e, para alertar as famílias sobre a sua importância, foi criada a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que, neste ano, acontece entre os dias 1 e 8 de agosto.

A agente de serviços operacionais Adriana Sales da Silva, 35 anos, é funcionária da Companhia desde 2010 e usufrui do benefício para amamentar o filho, André Túlio, de oito meses. “Ter esse tempinho a mais com meu filho é importantíssimo e impacta de forma positiva na minha vida e na do André”, afirma.

Heloísa Akemi, filha da analista de administração e gestão Diana dos Reis Ribeiro, 34, também se beneficia com a redução de horário da mãe. “Facilitou o meu retorno ao trabalho, não precisei ficar muitas horas longe dela e ela foi se adaptando à minha rotina”. A menina de 10 meses costuma mamar no período da manhã, antes de Diana ir para o trabalho, e no período da tarde, quando a mãe retorna.

Nathalia Moraes de Souza, 29, trabalha há sete anos na CPTM e é encarregada na Estação Suzano, na Linha 11-Coral. Ela diz que percebeu as vantagens da amamentação na vida da pequena Rebecca Souza, de 11 meses. “Até os sete meses, ela não teve nenhum problema de saúde. Por isso, pretendo amamentá-la até os dois anos de idade, seguindo as orientações médicas ”, diz, se referindo à recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de aleitamento exclusivo até os seis meses e, como complementação da alimentação, por até dois anos ou mais.

Para Nathalia, a redução na carga horária vai muito além dos instantes de amamentação. “Ela fica feliz quando chego e não é porque está com fome, mas com saudade”.

Valorização da mulher no ambiente de trabalho

Quando a CPTM foi criada, em 1992, o benefício para mães que amamentam foi incorporado. Desde então, 588 empregadas foram beneficiadas. E, como nas demais empresas vinculadas ao governo do Estado de São Paulo, a licença-maternidade é de 180 dias desde que a Lei 11.770 foi sancionada em 9 de setembro de 2008.

Viviann Pinfari, chefe do DRHO (Departamento de Saúde Ocupacional Integral), ressalta que o estímulo da empresa à amamentação é uma das formas de trazer qualidade de vida para as funcionárias, além dos benefícios à saúde das crianças. “O benefício também é importante para ajudar essas mulheres a fazer uma transição mais tranquila no momento de retomada das atividades profissionais já que a chegada de um bebê exige a criação de uma nova rotina”.

 

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