Líder de caminhoneiros diz que categoria está no limite com o reajuste dos combustíveis

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava),Wallace Landim, conhecido como “Chorão” disse que a categoria está no limite com os constantes reajustes dos combustíveis, mas afirma que no momento não está sendo articulada paralisação, apesar do aumento de R$ 0,13 no litro do diesel. “Mas a categoria está no limite, há muito tempo e o último reajuste causou muito descontentamento, declarou Chorão.
As declarações do presidente Jair Bolsonaro a respeito de alteração na cobrança do ICMS sobre combustíveis não impressionaram. “O governo tem falado coisas bonitas e transferido responsabilidade para os outros”, disse. “Mudar o ICMS, a gente acha que é muito difícil isso acontecer.” O tema causaria desgaste para o presidente no Congresso”, completou.
Chorão enviou carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, no dia 26 de janeiro, sobre o impacto do preço dos combustíveis no custo de operação dos caminhoneiros e também de motoristas de aplicativo, de vans e de ônibus.
Ele lembra que, em fevereiro de 2020, Bolsonaro lançou um “desafio” aos governadores, que não foi aceito (disse que zeraria as alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis, se os governadores fizessem o mesmo com o ICMS). E pede que o governo federal reduza a zero as alíquotas do PIS e da Cofins sobre combustíveis.
Chorão diz ter um projeto, ainda não apresentado ao governo, onde os caminhoneiros poderiam comprar combustível diretamente das refinarias, “sem intermediários”. Isso reduziria o preço do litro em R$ 0,15 a R$ 0,20 por litro, informou.
Seria um procedimento semelhante ao que já existe para empresas de ônibus interestaduais. Os pontos de parada de descanso, serviriam também de ponto de abastecimento em condições especiais, segundo propõe.
“É isso, e cumprir a lei”, disse. Os caminhoneiros se queixam da falta de fiscalização quanto à aplicação dos pisos mínimos do frete, uma reivindicação histórica atendida em meio ao caos de 2018.
O preço dos combustíveis e a pressão dos caminhoneiros foram tema de uma reunião de Bolsonaro com integrantes da equipe econômica após a qual o presidente concedeu uma longa entrevista à TV Bandeirantes para falar do assunto. A movimentação em torno do tema prossegue, segundo informações.
A equipe econômica do governo federal busca formas de compensar a renúncia tributária que ocorreria caso reduzisse o PIS/Cofins sobre combustíveis. E a mudança do ICMS teria de fazer parte de um projeto de lei complementar.

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