Governo de SP abrirá mais de 338 leitos de UTI para pacientes da Covid-19

Na última quarta-feira (10), o governo de São Paulo anunciou que abrirá mais de 338 leitos para pacientes de Covid-19 até o final de março.
Este número, apesar de positivo, não atende a demanda que o sistema de saúde, nas redes públicas e privadas, recebeu nos últimos dias. Segundo o secretário estadual da Saúde, a criação de novos leitos é importante, porém  não é suficiente sozinha para conter o avanço da pandemia no estado de São Paulo.
Desde o dia 27 de fevereiro, o total de pacientes internados bateu recordes diários e, na última terça-feira (9), chegou a 20,3 mil pessoas, entre pacientes internados em enfermaria e em UTIs. Em 27 de fevereiro, o estado tinha 15.517 pacientes nesta situação.
Esses números mostram que, em 11 dias, hoje um aumento de 4.797 leitos ocupados, o que corresponde a uma demanda de 436 leitos extras por dia em todo o estado, nos hospitais públicos e privados, no período de 27 de fevereiro até a última terça-feira (9).
O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou durante coletiva de imprensa, que a criação de leitos exige uma complexa estrutura hospitalar e admitiu que o estado não tem condições de atender a atual demanda, sobretudo nos  casos mais graves da Covid-19.
“Estamos aumentando da forma que conseguimos. Quando eu falo aumentar número de leitos não é simplesmente um colchão, uma cama e um respirador. É além disso: a equipe que vai dar assistência a esse paciente. Estamos internando 130 pessoas a mais por dia nas UTIs. Nós não temos fôlego para abrir na mesma velocidade o número de leitos”, afirmou o secretário.
Com o colapso do sistema de saúde e o esgotamento de leitos de UTI em hospitais de várias cidades no estado, a liberação de leitos, tem que ser imediata.
De acordo com um levantamento feito por  órgãos de imprensa, na última terça-feira (9), ao menos 30 pacientes com Covid-19 morreram na fila de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado de São Paulo nestes primeiros nove dias de março.
As mortes desses pacientes, que aguardavam liberação de leitos de UTI, para tratamento da Covid-19, ocorreram em cidades localizadas na Grande São Paulo e no interior do estado.

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