Estudos apontam que 41% dos profissionais de pequenas e médias empresas brasileiras se consideram mais produtivos no home office

Antes da pandemia da Covid-19, era surreal pensar em trabalho home office. Mais que isso, era impensável conceber a ideia de que a produtividade do trabalhador poderia aumentar, com o profissional exercendo suas atividades corporativas, de sua casa .
Havia na verdade até um certo preconceito com essa forma de trabalho. Porém, com a chegada da pandemia, a maior parte dos profissionais em todo o planeta, precisaram
aderir compulsoriamente ao modelo remoto de trabalho em março do ano passado.
No início da pandemia, o desafio foi adequar a rotina operacional, dosando a demanda de atividades para não extrapolar a carga  de trabalho diária sem necessidade.
Com o passar do tempo, os trabalhadores criaram uma rotina, otimizando a prática de suas atividades profissionais, e até conseguindo ocupar os períodos em que estariam no deslocamento para seus locais de trabalho, com exercícios físicos, estudos, e outras atividades antes impossíveis de serem feitas no horário de trabalho e de deslocamento para tal. para o mestrado que está cursando, à noite.
Estudos informam que 77% das pequenas e médias empresas  brasileiras adotaram o home office durante a pandemia.
De acordo com uma pesquisa divulgada pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra, da Gartner, e revelada antecipadamente a PEGN, 41% dos funcionários de pequenas e médias empresas, que passaram a trabalhar de casa na pandemia, consideram que sua produtividade aumentou significativamente.
O estudo ouviu 994 profissionais em todo o país. Destes, 42% relataram ter migrado para o home office no início da pandemia, outros 51% continuaram com a rotina de trabalho presencial e apenas 7% já trabalhavam de forma remota e se mantiveram.
O estudo apontou ainda , que a flexibilidade de horários foi eleita como o principal fator de aumento da produtividade para 81% dos profissionais que responderam a pesquisa. “Com mais qualidade de vida, os trabalhadores se tornam mais motivados e isso pode ter influência nas suas entregas”, disse Marcela Gava, analista de conteúdo do Capterra, responsável pelo estudo.
Ainda assim, entre os trabalhadores em home office, também houve quem tivesse a produtividade diminuída.
Foram 24% dos entrevistados, que afirmaram terem sua produtividade atingida de forma negativa, estando trabalhando no modelo home office. Entre os fatores mais citados pelos profissionais entrevistados, destaca-se a distração em casa (68%), dificuldade em estar distante de seu superior e colegas do time (38%) e empecilhos para seguir todas as atividades (37%).

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