Estado de SP registra 135 mortes de pacientes à espera de um leito de UTI na rede hospitalar

Um levantamento feito por setores da imprensa mostrou que ao menos 135 pessoas com Covid-19 ou suspeita da doença morreram a espera de um leito de UTI no estado de São Paulo, até a última sexta-feira (19).
No interior do estado a falta de leitos vitimou um menino de três anos e uma jovem de 25, ambos sem doenças prévias.
As cidades que registraram maior número de mortes na fila de espera por leitos de UTI são; Taboão da Serra e Franco da Rocha, na Grande São Paulo, com 15 mortes cada uma.
De acordo com a Secretaria de Saúde, os pacientes estavam cadastrados no sistema de regulação de transferências do estado, mas não resistiram a espera pela vaga.
A ocupação geral de leitos de UTI nas redes pública e privada estava em 91,4% no estado e em 91,6% na Grande São Paulo, até a última  sexta-feira (19).
O número total de pacientes internados no estado é de 27.527, sendo 11.738 em UTIs e 15.789 em enfermaria. Esse valor é 77% maior que o total de pacientes internados no dia 27 de fevereiro, quando o estado bateu o recorde de pacientes internados pela primeira vez.
Em nota, a Secretaria afirmou que a rede de saúde está impactada com o aumento de casos e internações.
“O governo de SP tem investido na ampliação de leitos e somente neste mês anunciou a abertura de mais de 1 mil leitos e 12 hospitais de campanha. Até abril, o estado terá mais de 9,2 mil leitos de UTI, contra 3,5 mil antes da pandemia. Ainda assim, é importante que a população respeite a Fase Emergencial do Plano São Paulo, use máscaras, respeite o distanciamento social e fique em casa”, diz a nota.

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