Em São Paulo, Zona Azul será digital e terá novas regras

Que tal encontrar um vaga de Zona Azul utilizando aplicativo para smartphone, pagar direto no cartão de crédito ou débito e ainda ser cobrado só pelo período estacionado e não pela tarifa cheia?

Estas e outras novidades deverão ser implantadas em breve em São Paulo com a criação do Cartão Azul Digital.

Antes só um conjunto de ideias da prefeitura, o projeto deu agora seu primeiro passo para se tornar real. A administração lançou anteontem um chamamento público para cadastramento das empresas interessadas em desenvolver o sistema.

A previsão do secretário de Transportes, Jilmar Tatto, é de que os aplicativos (mais de uma empresa poderá oferecer o serviço) entrarão em funcionamento ainda neste ano, com ao menos parte das novidades.

Com a plataforma, bastará cadastrar a placa do veículo e escolher o meio de pagamento para utilizar as quase 39 mil vagas do estacionamento rotativo.

Será possível revalidar o ticket virtual, deixar créditos e, no futuro, ver a oferta de vagas disponíveis em uma determinada região e até fazer o pagamento fracionado.

“Estamos trabalhando para que o usuário possa pagar apenas o tempo que ele fica na vaga. Se ele ficar 15 minutos, pagará 15 minutos”, afirmou Tatto, que admitiu, no entanto, que esta novidade não será imediata.

A modernização permitirá até a aplicação de multas remotas – outra possibilidade aberta pela fiscalização eletrônica, mas que ainda depende de autorização do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Papel continua

O uso do aplicativo não vai aposentar o papel, mas a ideia é que os talões sejam abandonados com o tempo.

A migração para o serviço digital também ajudará a evitar fraudes. No ano passado, o comércio de folhas falsas de Zona Azul gerou prejuízo de R$ 53 milhões aos cofres da prefeitura.

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