Aposentados e pensionistas terão decimo terceiro antecipado em 2021

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) receberão em 2021 o décimo terceiro salário de forma antecipada. Foi o que declarou o ministro da Economia, Paulo Guedes, na noite desta sexta-feira (5). Segundo o ministro, a medida só vai ocorrer depois da aprovação do Orçamento Geral da União deste ano. Sendo aprovada, a antecipação do pagamento ocorrerá pelo segundo ano consecutivo.
“O abono salarial já foi antecipado. Agora, assim que aprovar o orçamento, vai ser antecipado o décimo terceiro justamente dos mais frágeis, dos mais idosos, como fizemos da outra vez”, declarou Paulo Guedes.
Em 2020, os beneficiários do INSS tiveram o décimo terceiro antecipado para abril. A medida teve como objetivo ajudar à população mais impactada pela pandemia de Covid-19.
A  declaração do ministro aconteceu após reunião com o deputado Daniel Freitas (PSL-SC), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial na Câmara dos Deputados. Aprovado na última quinta-feira (4), em segundo turno pelo Senado, o texto foi encaminhado para a Câmara, onde deverá ser disponibilizado para ser votado na próxima semana.
Na ocasião, o ministro Guedes também anunciou a pretensão de reeditar o programa de suspensão de contratos e de redução de jornada (com redução proporcional de salários) que já vigorou no ano passado. “O BEm, que é o programa de preservação de empregos, já estão sendo disparadas as novas bases. Então, tem mais coisa vindo por aí”, acrescentou o ministro.
Batizado de Benefício Emergencial (BEm), o programa prevê que o trabalhador com contrato suspenso ou jornada reduzida receba a parcela do seguro-desemprego a que teria direito se fosse demitido em troca do corte no salário. Em troca, o empregador não pode demitir o trabalhador após o fim da ajuda pelo tempo em que o trabalhador recebeu o BEm.
Paulo Guedes defendeu a vacinação em massa como medida fundamental para salvar a economia e preferiu não dar declarações  sobre uma eventual ampliação do Bolsa Família.
“O grande desafio é a vacinação em massa. Na saúde, nós precisamos avançar rapidamente para não derrubar a economia brasileira de novo. Além da dimensão humana, das tragédias, das famílias, tem o perigo de derrubar a economia de novo e aí você agudiza todo o problema brasileiro”, declarou. “Agora é saúde, vacinação em massa, não vamos falar de Bolsa Família agora,” concluiu Paulo Guedes.

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