Após decisão do STF Santuário de Aparecida tem missas presenciais neste domingo de Páscoa

Com a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques de liberar a realização de celebrações religiosas no país mesmo com as medidas restritivas para a Covid-19, o Santuário Nacional de Aparecida (SP) decidiu abrir ao público neste domingo (4) de Páscoa, mas a movimentação de fiéis foi baixa.
A decisão foi tomada após a Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos) entrar com uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental na Corte). Ela impede que estados, Distrito Federal e municípios editem ou exijam o cumprimento de decretos ou atos que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais por motivos relacionados à prevenção da Covid-19. No entanto, ela também estabelece protocolos sanitários de prevenção relativos à limitação de presença (no máximo, 25% da capacidade).
Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, decidiu que as três missas so domingo de Páscoa no santuário, às 8h, 12h e 18h, serão celebradas com a presença de fiéis, seguindo o que determina a fase vermelha do Plano São Paulo.
Com capacidade para 35 mil pessoas, a basílica receberá no máximo mil pessoas em cada uma das três missas da Páscoa.
A movimentação, porém, foi muito pequena na primeira celebração do dia, com 154 fiéis na igreja. Minutos antes da primeira celebração, realizada pelo próprio dom Orlando, havia  somente 20 pessoas sentadas nos bancos.
Com a pandemia, Aparecida, município que tem 95% da sua economia ligada ao turismo religioso, que antes da pandemia atraía cerca de 12 milhões de pessoas anualmente, deixou de receber R$ 1 bilhão neste período em queda doença assola o país.
Segundo o prefeito Luiz de Siqueira (Podemos), o município está “totalmente quebrado”.
“Hotéis, restaurantes, lojas, demitiram todo mundo e estão fechados. As fabriquetas de artigos religiosos estão paradas. Uma cidade que recebia até 170 mil pessoas aos domingos, alegre, hoje é uma cidade triste, tudo parado”, disse o prefeito.
A decisão do STF exige a tomada de medidas de distanciamento social (com espaçamento  entre os assentos e modo alternado entre as fileiras de cadeiras ou bancos), além de que o espaço seja arejado (com janelas e portas abertas, sempre que possível).
Também há a exigência do uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel nas entradas dos templos e aferição de temperatura. “Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, disse o ministro.

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