Acidente no metrô do México deixa pelo menos 23 mortos. Veja fotos

Acidente no metrô do México deixa pelo menos 23 mortos. Veja fotos


Cerca de 70 pessoas se feriram depois que estrutura desabou; entre as vítimas, estão menores de idade, disseram autoridades

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, garantiu nesta terça-feira (4) que será investigado a fundo o acidente no metrô da Cidade do México, que deixou 23 mortos e 79 internados até o momento.

“Haverá uma investigação a fundo, procurando saber a verdade, o que realmente aconteceu”, disse o mandatário em entrevista coletiva no Palácio Nacional.

López Obrador afirmou que “absolutamente nada será ocultado” porque o “povo do México tem que conhecer toda a verdade”.

O governante disse apoiar a postura do governo da capital, que momentos antes anunciou a solicitação de duas perícias, uma da Procuradoria-Geral e outra de alguma empresa internacional especializada.

“As coisas não são escondidas, a verdade é dita, sem mentir, sem roubar e sem trair o povo. Todos os dias será informado sobre este assunto lamentável”, comentou o presidente.

López Obrador declarou que responsabilidade será estabelecida a partir das duas perícias, e pediu para que as pessoas “não entrem em especulações”.

Problemas na linha

A linha 12 do metrô da Cidade do México é rodeada por polêmicas desde o início. As obras foram concluídas no dia 30 de outubro de 2012, quando o atual ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, era o prefeito da capital.

No entanto, a linha foi fechada em março de 2014 devido a falhas. A reabertura ocorreu de outubro a novembro (em vários trechos) de 2015.

Ebrard classificou o incidente como o mais “terrível” já ocorrido no metrô e se solidarizou com as vítimas nesta terça-feira.

“Compartilho a indinação e a posição da chefe de governo, que é, essencialmente, esclareceu o que ocorreu. Quando for esclarecido o que aconteceu, com provas, será possível estabelecer responsabilidades e agir em consequência, não importando quem seja”, destacou.

O chanceler lembrou que a obra foi entregue definitivamente em julho de 2013, após uma “revisão” de sete meses.

“Além desses e de outros dados, digo que aquele que atua com integridade não deve temer nada. Quem nada deve, nada teme. Mas eu estou sujeito ao que for determinado pelas autoridades, como todos, mas mais como um funcionário de alto cargo e como quem promoveu a construção da linha”, concluiu.

O acidente ocorreu por volta das 22h20 (horário local) da segunda-feira (3), entre as estações de Olivos e Tezonco. Em vídeo das câmeras de vigilância do governo, é possível observar a estrutura cedendo durante a passagem do trem, que caiu de uma altura de cerca de 20 metros, com dois vagões em formato de “V” em uma avenida por onde passavam outros veículos.

Fonte: R7.com

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