12 dicas para organizar as finanças e sair dos endividamentos

Consultor financeiro afirma que com poucas mudanças de hábitos é possível fazer economia e equilibrar o orçamento pessoal

O equilíbrio do orçamento doméstico começa com soluções simples, que podem ser iniciadas a qualquer momento. É o que diz o advogado especialista em direitos do consumidor e do fornecedor, Dori Boucault, ao dar dicas sobre controle financeiro em época de crise econômica. Segundo o especialista, fazer uma lista de gastos e descontar essas despesas de sua renda mensal pode ajudar, mas existe um modo mais simples e eficiente de organizar o orçamento que é ter objetivos financeiros. “É muito importante que o consumidor tenha autocontrole sobre os gastos para conseguir chegar aos dias que antecedem o próximo salário com algum dinheiro na conta. Por isso, deve-se gastar menos do que se recebe e evitar excessos desnecessários”, afirma o especialista.

Para ajudar consumidores a reorganizarem o orçamento mensal, o consultor financeiro Dori Boucault listou 12 passos para fazer com que suas finanças rendam mais.

1 – Aprenda a controlar gastos: anote todas as entradas e saídas de dinheiro. Coloque tudo que for gasto no papel durante o mês inteiro, assim você terá um controle financeiro maior.

2 – Separe as despesas por categorias: divida-as em fixas (aluguel e prestações), essenciais (água, luz e telefone), extras (lazer) e supérfluas (TV a cabo, planos de telefonia e academia). “Na categoria supérflua você pode fazer substituições em casos de emergências ou até mesmo cortar esses gastos, pois, são coisas que você sabe que não são uma necessidade imediata”, afirma Dori.

3 – Identifique os excessos e corte as despesas: muitos excessos acontecem dentro de casa. “Por exemplo, na conta de luz é possível economizar tomando banhos mais curtos, desligando as luzes para trocar de ambientes ou evitar deixar a geladeira aberta por muito tempo quando for escolher os alimentos”, orienta o consultor financeiro.

4 – Opte por pacotes mais baratos: avalie seus pacotes de telefone, internet ou televisão e compare com as ofertas de outras operadoras.

5 – Evite gastos extras: diminua as idas aos cinemas, teatros ou restaurantes que você sabe não são primordiais e concentre-se nas economias.

6 – Faça um planejamento financeiro: anote os compromissos dos próximos 12 meses. Marque datas comemorativas como: feriados e aniversários. Verifique essas questões de confraternizações com antecedência para controlar seus gastos. “Anote também gastos como o IPVA do carro, IPTU do imóvel e outros impostos que são cobrados anualmente”, sugere Dori Boucault.

– Registre nesta planilha um valor previsto para ser gasto com cada um desses compromissos. “Claro que esse valor poderá mudar ao longo dos meses, mas isso ajuda você a se programar e saber quanto será possível gastar naquele mês, ou seja, você já estará preparado para os gastos que poderão surgir ao longo do ano”, explica o especialista.

7 – Crie uma meta de economia por mês: separe um determinado valor numa poupança, pois é muito importante que você tenha uma reserva para eventuais emergências de saúde, viagens que se tornem necessárias, ou por questões que podem acontecer no decorrer desse período como, por exemplo, desemprego, mudança de trabalho, moradia, entre outros. “Ter uma reserva de emergência é um hábito muito saudável e necessário”, evidencia o advogado.

8 – Controle gastos não essenciais: caso você esteja endividado concentre-se na proporção de gastos que são feitos e livre-se das dívidas o quanto antes. “Antes de fazer qualquer compra, pergunte a si mesmo se você realmente irá precisar comprar aquele item. Sendo assim, não compre por impulso e fuja do cartão de crédito para evitar mais dividas”, indica o especialista.

9 – Pagamentos à vista: “quando houver a possibilidade de ter o dinheiro em mãos, tente sempre fazer os pagamentos à vista ou procure negociar com descontos”, recomenda Dori.

10 – Evite comprar parcelado: por mais que sejam parcelas pequenas, elas podem gerar grandes dívidas e atrapalhar o controle das suas finanças.

11 – Rotativo do cartão de crédito não é benefício: é um dinheiro que só gira em torno do banco e não traz benefícios ou soluções.

12 – Negocie suas dívidas: após descoberto o total das suas dívidas, negocie as demais prestações, mas sem que ultrapasse sua renda mensal. “Consulte sempre um especialista ou consultor financeiro para ver o que pode ser feito para cobrir as dívidas, sem que comprometa ou gere mais contas e, por fim, não caia em propostas de novos financiamentos”, conclui Dori Boucault.

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